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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Entrevista sobre DH no programa Espaço Saúde em Foco

A presidente da ABH, Taíse Cadore, participou do programa Espaço Saúde em Foco e falou sobre doença de Huntington.

Veja a entrevista clicando aqui.

Taíse explicou o que é a DH e tratou de questões como a falta de conhecimento sobre a doença no Brasil, o teste preditivo, DH juvenil, participação em pesquisas e muito outros pontos importantes.

Ajude a tornar a DH mais conhecida divulgando a entrevista entre seus conhecidos!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Diagnóstico Genético Pré-Implantacional e Política Nacional de Atenção Integral em Genética

Já ouviu falar de Diagnóstico Genético Pré-Implantacional? Trata-se de um exame feito em embriões após uma fertilização "in vitro" para testar a presença de problemas genéticos. Depois de analisados, apenas os embriões sem a mutação são implantados no útero materno.

A técnica tem auxiliado casais com doenças genéticas a terem filhos saudáveis, inclusive em famílias com DH.

O jornal O Estado de S. Paulo publicou matéria sobre o assunto, que tratou também da Política Nacional de Atenção Integral em Genética pelo SUS, pela qual a ABH luta bastante.

Clique aqui para ler a matéria completa.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Esportista americano conta sua história com a DH

O jogador de hockey norte-americano Jake Dowell, cujo pai tem DH, contou sua história ao site do canal ESPN.

No vídeo, Jake relatou que o pai, que hoje tem 59 anos, começou a ter sintomas em 2002 e acabou sendo diagnosticado com Huntington. Na época, a família não conhecia a doença, e o diagnóstico pegou todos de surpresa.

Além do pai, o irmão mais velho de Jake também desenvolveu a DH. Hoje, ambos requerem cuidados constantes.

Jake ainda não se submeteu ao teste preditivo, mas pretende fazer isso em breve. Ele tem 28 anos, é casado e quer ter filhos, razão pela qual decidiu fazer o teste genético.

No vídeo, ele comentou também que não sabe como lidaria com um eventual resultado positivo, mas que se não tiver a DH pretende investir toda a sua energia para ajudar aqueles que têm a doença.

Ao se expor publicamente como possível portador da DH, Jake, que é um atleta famoso, tomou uma decisão corajosa. Sua atitude pode ajudar a tornar a doença mais conhecida, atraindo também mais interesse em pesquisas e investimentos para a busca de tratamentos e da cura.

E você, o que acha da decisão de Jake?

Clique aqui para ver o vídeo (em inglês).


domingo, 22 de setembro de 2013

Congresso Mundial trouxe mais visibilidade à DH no Brasil

A realização do Congresso Mundial de Huntington no Brasil ajudou a dar mais exposição à DH no país.

A Folha de S. Paulo, jornal de maior circulação no país, fez matéria de página inteira com Kenneth Serbin, o historiador e brasilianista norte-americano que tem o gene para a DH, mas ainda está sem sintomas. Serbin é um dos mais importantes e conhecidos ativistas da questão no mundo, lutando contra o que chama de discriminação genética. Leia a matéria para entender melhor.

A rádio CBN falou com Priscilla Ferraz (portadora) e sua mãe, que expôs as dificuldades para se obter aposentadoria pelo INSS diante do enorme desconhecimento sobre a DH. A rádio também comentou sobre DH juvenil e entrevistou Kenneth Serbin e o Dr. Francisco Cardoso, neurologista brasileiro que foi um dos organizadores do Congresso. A CBN citou ainda o trabalho desenvolvido pela ABH com as cerca de 1.600 famílias que temos em nosso cadastro. Escute a matéria no site da rádio.

Também o jornal O Estado de S. Paulo fez matéria com a jovem Priscilla Ferraz, expondo sua história com DH juvenil, e conversou com Gorette Nunes, voluntária da ABH que esteve no Congresso, e com Taíse Cadore, nossa presidente e que também ajudou com a organização do evento. Leia aqui.

Este é um dos pontos positivos de termos sediado no Brasil o Congresso Mundial. A grande mídia voltou seus olhos para nós. Esperamos que a exposição ajude a trazer mais compreensão e conhecimento sobre a DH!


quinta-feira, 16 de maio de 2013

O acesso ao teste genético preditivo para DH é um problema?

O HDBuzz, site de divulgação de notícias sobre Doença de Huntington levanta a seguinte questão: será que o acesso ao teste genético preditivo para a doença de Huntington é um problema?

O texto discute estudo da University of British Columbia que concluiu que, entre os canadenses, existem dois obstáculos principais para aqueles que querem fazer o teste genético preditivo: a distância e a inflexibilidade do processo de teste e que muitos não compreendem o processo de realização do teste genético preditivo.

O que será que pensam os brasileiros sobre o assunto? Leia o artigo completo no HDBuzz e tire suas próprias conclusões.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Notícia: "Portadores de doenças raras viram especialistas por falta de apoio"

Portadores de doenças raras viram especialistas por falta de apoio 
Com informações da Agência Brasil 
Síndromes raras
Embora não citem os estudos científicos que embasem seus cálculos, especialistas apresentaram uma estimativa de que cerca de 15 milhões de brasileiros têm alguma das cerca de 8 mil síndromes catalogadas como doenças raras. 
Neurofibromatose, mucopolissacaridose, síndrome de Gaucher, esclerose lateral amiotrófica e leucoencefalopatia multifocal progressiva são exemplos dessas patologias.
Em entrevista à Agência Brasil, o professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Natan Monsores, criticou o tempo de espera enfrentado pela maioria desses pacientes para serem acolhidos no sistema de saúde: "O tempo de diagnóstico demora algo em torno de três a cinco anos. O itinerário de diagnóstico do paciente é muito longo."
 
Ele acredita que 70% dos problemas relacionados às doenças raras seriam resolvidos por meio de um sistema claro de informações sobre essas síndromes: "Boa parte dos pacientes fica perdida dentro do SUS [Sistema Único de Saúde] por não saber ao certo que especialista buscar, onde são os centros de referência." 
Paciente especialista 
Segundo Monsores, a falta de informação acaba resultando no que muitos médicos chamam de "paciente especialista", já que algumas pessoas afetadas pelas síndromes passam a conhecer mais o problema que os próprios profissionais de saúde. 
Ele lembrou que pacientes e parentes se reúnem pela internet e por meio de associações para trocar informações, por exemplo, sobre tratamentos disponíveis. 
Pai descobre na internet tratamento para filha com doença rara 
O professor destacou que há uma judicialização excessiva no campo das doenças raras.
"Pelo fato de esses pacientes terem doenças muito peculiares, eles são alvo de incursões da indústria farmacêutica. A gente sabe disso por relato de pacientes que são assediados por advogados para que entrem na Justiça com processos contra o governo para obter medicamentos", relatou.
 
O Ministério da Saúde anunciou nessa quarta-feira que vai colocar em consulta pública nas próximas semanas dois documentos que deverão dar origem a uma política pública específica para pessoas portadoras de doenças raras.


Publicado no Diário da Saúde em 28/2/2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

Notícia: Doenças raras: País tem cerca de 150 profissionais especializados


A notícia abaixo foi publicada no IG em 2012, mas continua atual:

Doenças raras: País tem cerca de 150 profissionais especializados 
Brasil precisaria de pelo menos o dobro, pois estimativa é de que doenças genéticas atinjam de 3% a 5% da população 
Agência Brasil* | 29/02/2012 11:01:59 
O Brasil registra cerca de 150 profissionais especializados em doenças raras, segundo dados da Sociedade Brasileira de Genética Médica. 
Em entrevista à Agência Brasil, por ocasião do Dia Mundial das Doenças Raras, lembrado hoje (29), o presidente do órgão, Marcial Francis Galera, alertou que nos últimos anos o país registrou poucos avanços no campo da genética clínica. Ele lembrou que 80% dos casos de doenças raras têm origem genética. 
Segundo Galera, em 2009 o governo brasileiro lançou a Política Nacional de Atenção Integral em Genética Clínica. 
“De lá para cá, a coisa andou muito pouco". Para ele, seria necessária uma portaria normatizando o assunto. Este ano, acrescentou, o tema foi retomado, com uma reunião no início deste mês. 
“Mas, do ponto de vista concreto, nada saiu do lugar”. 
Para o especialista, há certa “acomodação” por parte do governo, já que a maioria dos pacientes com algum tipo de doença rara só consegue atendimento em hospitais universitários. A verba utilizada para atender os casos é proveniente de investimentos em projetos de pesquisa. 
Dados da associação mostram que os atendimentos a pacientes com doenças raras se concentram nas regiões Sul e Sudeste, sobretudo no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e em São Paulo. Outro problema, de acordo com Galera, é que poucos estudantes se interessam por uma especilização na área de genética clínica, já que não há estímulo por parte do governo. O cálculo é que o país precisa de pelo menos o dobro dos 150 especialistas com os quais conta atualmente. 
Não há dados oficiais sobre o número de brasileiros atingidos por algum tipo de doença rara. A estimativa da associação é que entre 3% e 5% da população nasçam com algum tipo de problema genético. Há ainda a chance de que algo seja diagnosticado ao longo da vida adulta, o que eleva o índice para quase 10%, totalizando entre 15 e 20 milhões de pessoas que precisam do auxílio de um geneticista. 
“As autoridades devem se conscientizar da importância desse problema. No conjunto, essas pessoas formam uma grande parcela da população”, ressaltou Galera. 
O Ministério da Saúde informou que vem avançando na elaboração de diretrizes para o diagnóstico, o atendimento e o tratamento das pessoas com doenças raras. O Sistema Único de Saúde (SUS) conta atualmente com cerca de 26 protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas – 18 deles foram publicados nos últimos dois anos e envolvem a oferta de medicamentos e de tratamentos cirúrgico e clínico para reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. 
“A assistência aos pacientes com doenças genéticas é um grande desafio do SUS devido à complexidade do assunto – existem cerca de 5 mil alterações genéticas que podem levar a essas doenças. Grande parte dessas doenças não tem cura, tratamento estabelecido, nem estudos que comprovem a eficácia de diagnóstico e tratamento”, destacou a pasta, por meio de nota.

* Por Paula Laboissière


Link para a notícia no IG.

terça-feira, 12 de março de 2013

Notícia: Brasil tem 13 milhões de pessoas com doenças raras, diz pesquisa

Brasil tem 13 milhões de pessoas com doenças raras, diz pesquisa 
da BBC Brasil
11/03/201315h17

Há estimados 13 milhões de pessoas com doenças raras no Brasil, número superior à população da cidade de São Paulo, informa pesquisa divulgada nesta segunda-feira (11) pela Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), em um seminário sobre o tema realizado na capital paulista.
O estudo diz ainda que diante da falta de uma política nacional para lidar com esse tipo de doença - cujo conceito, ainda que não seja unânime, é de doenças que atingem uma parcela pequena da população -, pessoas afetadas muitas vezes têm dificuldades em obter o tratamento adequado ou precisam recorrer à Justiça para ter acesso a medicamentos.
Entre as doenças raras estão males como a esclerose lateral amiotrófica (doença degenerativa dos neurônios motores), o hipotireoidismo congênito, a doença de Pompe (mal genético que causa hipertrofia cardíaca na infância), a fibrose cística do pâncreas ou do pulmão e até mesmo a doença celíaca (intolerância ao glúten).
Estima-se que haja 7 mil doenças raras diagnosticadas, sendo 80% delas de origem genética. Outras se desenvolvem como infecções bacterianas e virais, alergias, ou têm causas degenerativas. A maioria (75%) se manifesta ainda na infância dos pacientes.
"Se individualmente atingem um número restrito de pessoas, em conjunto elas afetam uma parcela considerável da população mundial - entre 6% e 8%, ou 420 milhões a 560 milhões de pessoas", diz o levantamento.
"O desafio é considerável, levando-se em conta que 95% das doenças raras não possuem tratamento e dependem de uma rede de cuidados paliativos que garantam ou melhorem a qualidade de vida dos pacientes."
'Barreiras'
No Brasil, pacientes com doenças raras enfrentam "diversas barreiras" para conseguir tratamento especializado e medicamentos, afirma a Interfarma. Como não existe uma política integrada de tratamento desses males, o atendimento ocorre de forma "fragmentada", na opinião da associação.
Dados do Ministério da Saúde citados pelo estudo apontam que há 26 protocolos clínicos para doenças raras no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde) - esses protocolos são a "porta de entrada" para a assistência para doenças raras na saúde pública.
O Ministério contabiliza 45 medicamentos, tratamentos cirúrgicos e clínicos para doenças raras, 70 mil consultas realizadas e mais de 560 procedimentos laboratoriais para tratamento e diagnóstico, a custos de mais de R$ 4 milhões por ano.
Mas, segundo a Interfarma, além de algumas doenças não estarem inseridas em nenhum protocolo, apenas um dos 18 protocolos (o da doença de Gaucher, mal em que restos de células envelhecidas se acumulam sobre órgãos como fígado, baço e medula óssea), prevê o uso de "drogas órfãs", que são medicamentos específicos para doenças raras ou negligenciadas.
Com isso, muitos pacientes do SUS acabam tendo acesso apenas a medicamentos paliativos, "que amenizam os sintomas das doenças, mas não interferem em sua evolução".
O estudo contabiliza 14 doenças raras que têm medicamentos órfãos já registrados na Anvisa (agência de vigilância sanitária) e comercializados no país, mas não disponíveis no SUS. Muitos pacientes recorrem então à Justiça, numa espécie de "corrida de obstáculos" para obter o tratamento adequado.
Segundo o estudo, "o fato de o Brasil não possuir uma política oficial específica para doenças raras não significa, porém, que os pacientes não recebam cuidados e tratamento. Os medicamentos acabam chegando até eles, na maioria por via judicial. E o SUS, de uma maneira ou de outra, atende essas pessoas - porém, de forma fragmentada, sem planejamento, com grande desperdício de recursos públicos e prejuízo para os pacientes".
Outro problema é o déficit de geneticistas para desenvolver pesquisas a respeito e o fato de a maior parte dos centros de estudo de doenças raras se concentrarem apenas nas áreas mais ricas do Brasil.
Nos cálculos do estudo, faltam ao país 1800 geneticistas.
"Faltam pesquisas e informações sobre essas doenças; os profissionais da área carecem de treinamento e capacitação - o que compromete ou retarda o diagnóstico - e, muitas vezes, o próprio sistema de saúde não oferece meios para que seja realizado a tempo."

Leia a notícia no site do UOL clicando aqui.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Terapia gênica: uma notícia promissora


A revista Istoé publicou na semana passada uma ótima notícia a portadores de uma doença genética rara conhecida pela sigla LPLD (deficiência de lipoproteína lipase): a chegada ao mercado do primeiro medicamento com a capacidade de substituir o gene defeituoso, que causa a doença, por outro saudável. O medicamento, chamado Glybera, tornou possível a cura da LPLD através da chamada terapia gênica, ou seja, a manipulação de material genético com o objetivo de curar doenças ou mesmo preveni-las. Mas como isso funciona?

Segundo a matéria,

O remédio troca o gene defeituoso por um saudável, corrigindo o problema. É o princípio da terapia gênica. Dito assim, parece um conceito simples. Mas sua concretização sempre foi um desafio. Para concluir o desenvolvimento do Glybera, por exemplo, foram 12 anos de trabalho, realizado pela companhia de biotecnologia holandesa UniQure. Isso porque a substituição do gene defeituoso pelo correto envolve um processo complexo. Primeiro, é preciso achar o que os cientistas chamam de “veículo”, o meio pelo qual o gene saudável será levado até o interior das células para tomar o lugar do que funciona erradamente. Há algum tempo conclui-se que a melhor forma de fazer isso é usar um vírus. A escolha foi feita porque, ao invadir as células, esse micro-organismo mistura seu material genético ao DNA das células e as faz funcionar como uma espécie de fábrica dele próprio. É dessa forma que ele se espalha pelo corpo. Portanto, já que ele atua dessa maneira, por que não utilizá-lo para transportar para dentro do corpo aquilo que se quer de fato? É uma estratégia chamada por muitos de cavalo de troia.

A terapia gênica é um dos caminhos seguidos pelos pesquisadores na busca de cura ou tratamento para a doença de Huntington. As pesquisas para DH, porém, estão começando, e serão necessários muitos anos de estudo para que se descubra se esse tipo de terapia funcionaria também para Huntington.

Trata-se, claro, de uma revolução no tratamento de doenças genéticas, mas são muitos os obstáculos a serem vencidos antes que seja possível lançar no mercado medicamentos eficazes.

A revista fala também da aplicação da terapia gênica para outras doenças, como Parkinson, AIDS e diabetes, mas termina lembrando das dificuldades ainda existentes no método:

Apesar do sucesso desses recursos, algumas ponderações são necessárias. Hoje, permanece a existência de limites técnicos para a produção em larga escala dos vírus modificados geneticamente, os tais veículos. Isso ainda encarece brutalmente o tratamento. Também ainda se buscam formas de assegurar que os genes inseridos funcionem adequadamente e não induzam à formação de problemas, como tumores. Porém, a contar pelos desafios já enfrentados pela terapia, é de esperar que os obstáculos fiquem cada vez mais para trás.  

Ainda assim, a notícia é promissora para todos os portadores de doenças genéticas. Estamos todos torcendo para que os benefícios da terapia genética sejam extendidos a todos os portadores de doenças genéticas!

Leia a notícia completa no site da Istoé.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Entrevista com Alice e Nancy Wexler no HDBuzz

Você conhece as irmãs Alice e Nancy Wexler? Elas são as responsáveis pela Hereditary Disease Foundation (HDF), fundada por seu pai, Milton, e cujo objetivo é buscar a cura de doenças genéticas através do apoio a pesquisas médicas. A fundação surgiu em 1968, depois que a família descobriu que a mãe de Alice e Nancy tinha a doença de Huntington.

Nancy é geneticista e foi a responsável por descobrir a localização do gene responsável pela DH, o que só foi possível quando uma equipe, liderada por ela, coletou amostras de pacientes venezualanos para pesquisas. Ela também ajudou na criação do teste genético que identifica portadores do gene da DH.

Alice é historiadora e já escreveu dois livros sobre sua relação com a doença de Huntington: Mapping Fate e The Woman Who Walked into the Sea. Os livros, em inglês e sem tradução para o português, podem ser encontrados em livrarias brasileiras e estrangeiras.

O site HDBuzz fez uma matéria sobre elas e entrevistou as irmãs Wexler. No texto, elas falam da HDF e sobre o que esperam para o futuro.

Abaixo, um pequeno trecho da matéria:


A HDF foi instrumental para trazer alguns dos grandes nomes para o campo da doença de Huntington, incluindo vários vencedores de prémios Nobel. Mas as irmãs concordam que atrair e apoiar jovens investigadores sempre foi o ponto-chave. “Esse foi um grande objectivo — encontrar jovens, pessoas que estavam a começar as suas carreiras, e fazer com que se interessassem pela doença de Huntington”, recorda Alice. O motivo do recrutamento de jovens investigadores vai para além da questão do número de anos que têm à sua frente — estão também ainda libertos de preconceitos e de noções pré-concebidas sobre o modo de abordar problemas.


Clique para ler o texto completo no HDBuzz (em português).

Clique aqui e conheça o site da Hereditary Disease Foundation.

Leia mais sobre Nancy Wexler (em inglês).

O texto do HDBuzz faz uma breve menção ao artista Woody Guthrie, do qual já falamos aqui.


domingo, 16 de dezembro de 2012

DH na Folha de S. Paulo: link para o artigo

O jornal Folha de S. Paulo traz em sua edição de hoje o ensaio em que o historiador norte-americano Kenneth Serbin trata de sua condição de portador do gene para a Doença de Huntington.

No artigo, Serbin conta a descoberta da doença em sua mãe e de como reagiu quando o seu teste também deu positivo. Especialista em história brasileira, ele cita a ABH e sua importância na busca por tratamento para a DH.

Clique aqui para ler o texto no site da Folha de S. Paulo.

sábado, 15 de dezembro de 2012

DH na Folha de S. Paulo


Amanhã o caderno “Ilustríssima” da Folha de S. Paulo trará um artigo sobre o respeitável brasilianista Kenneth Serbin, que sai definitivamente do anonimato com relação ao seu estado de portador do gene da DH.

É uma bonita história, que vale a pena ser acompanhada, e uma grande oportunidade de divulgação da DH num jornal de grande porte.

Após a publicação, divulgaremos o link para a leitura do artigo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

DH na mídia: Entrevista com a neurologista Roberta Saba na Jovem Pan AM

Para quem não conseguiu escutar ao vivo, é possível ouvir através do site a gravação da entrevista com a neurologista Roberta Saba, que foi ao ar na rádio Jovem Pan AM hoje pela manhã.

 A médica explicou o que é a DH, suas caraterísticas principais e os sintomas mais comuns, além de falar sobre a questão da hereditariedade da doença e da busca por um tratamento ou a cura. No fim, a Dra. Roberta citou a ABH como referência para pessoas que buscam mais informações sobre a DH.

Clique aqui para escutar a entrevista toda.

domingo, 2 de setembro de 2012

Amanhã: DH na Jovem Pan AM, às 9h30

O programa Show da Manhã, da rádio Jovem Pan AM, vai falar da doença de Huntington amanhã, dia 3 de setembro, às 9h30, segundo o apresentador Oliveira Andrade.

O tema foi sugerido à rádio por um familiar, depois de o programa ter abordado o tema da Esclerose Múltipla.

EM São Paulo, a Jovem Pan AM pode ser sintonizada no 620 KHz. Clique aqui para conhecer todas as afiliadas da rádio no Brasil. É possível também escutar pela internet no site da Jovem Pan AM.

domingo, 26 de agosto de 2012

Boa notícia: 20 milhões de dólares para pesquisa em Doença de Huntington

A geneticista brasileira Mayana Zatz escreveu, em sua coluna sobre genética na revista Veja, que o estado norte-americano da Califórnia aprovou um investimento de 20 milhões de dólares para pesquisa em DH. Segundo Mayana,

O projeto vai se concentrar na primeira tentativa terapêutica de terapia celular com células-tronco mesenquimais (CTM) modificadas. Recordando, as CTM são células-tronco adultas que tem o potencial de formar vários tecidos tais como gordura, tecido ósseo, cartilagem e músculo. Elas podem ser encontradas em vários tecidos principalmente tecido do cordão umbilical, adiposo, polpa dentária, trompas, medula óssea entre outros. Nesse ensaio terapêutico, as CTM serão retiradas – provavelmente da medula óssea ou tecido adiposo do paciente – e cultivadas para produziram  fatores neurotróficos ( BDNF- brain derived neurotrophic factors) que potencialmente poderiam proteger os neuronios da degeneração. É essa a esperança.


Ela ressalta, entretanto, que a pesquisa ainda não tem data de início. Vamos torcer!

Clique aqui para ler mais sobre a pesquisa na coluna de Mayana Zatz.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Pesquisa em laboratório com células-tronco corrige a mutação causadora da DH

O jornal Correio Brasiliense divulgou notícia dando conta de que experimentos feitos em laboratório com células-tronco retiradas de um paciente com doença de Huntington, obtiveram sucesso em corrigir a mutação que causa a DH. Eles conseguiram remover do DNA do paciente a sequência responsável pela doença.

A pesquisa foi realizada nos Estados Unidos e publicada na revista Cell stem cell, especializada em células-tronco. Segundo o jornal, os cientistas retiraram um pedaço de pele de um paciente que sofre da doença de Huntington e a submeteram a um processo que a transformou em células-tronco pluripotente induzida (iPSC, na sigla em inglês). Essa célula, embora originada em um organismo adulto, poderia se transformar em diversos outros tipos de organismos, assim como as células-tronco embrionárias.

A notícia parece promissora, mas é bom lembrar que o experimento, por enquanto, só foi realizado em laboratórios. É preciso testar a hipótese em animais para, somente depois, tentar aplicar a técnica em seres humanos.

Clique aqui para ver o resumo da notícia, no site do Correio Brasiliense.

Clique aqui para ler a notícia completa.

Clique aqui para ver o artigo na revista Cell stem cell (em inglês, para assinantes ou mediante pagamento).

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Exercícios físicos, reciclagem celular e DH

Em artigo recentemente publicado no HDBuzz (em versão traduzida para o português), o pesquisador australiano Tony Hannan comenta estudos que mostram que exercícios físicos ajudam no processo de reciclagem celular em ratos, o que pode aumentar o nosso conhecimento sobre a DH e ajudar a desenvolver novos fármacos.

Exercícios físicos, sempre se soube, fazem bem ao corpo, e há evidências de que eles podem também beneficiar o cérebro e até ajudar na prevenção de algumas doenças neurológicas e psiquiátricas. A maneira como isso ocorre, porém, ainda não foi esclarecida, e essa é uma descoberta essencial para que se possa estudar formas de prevenir ou atrasar doenças.

Segundo o artigo do HDBuzz, novos estudos sugerem que exercícios podem afetar um processo celular chamado de autofagia, que garante a reciclagem de células defeituosas por células normais. Em portadores da doença de Huntington e em diversos outros males, a autofagia não funciona normalmente, e existem dados que sugerem que o estímulo artificial do processo de autofagia poderia, em tese, ser útil para tais doenças.

Se os estudos se mostrarem verdadeiros (até o momento, a hipótese foi testada apenas em ratos), tais descobertas podem ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos destinados a diversas doenças, dentre as quais poderia estar a doença de Huntington.

Entretanto, o HDBuzz ressalta, e a ABH endossa, que estas novas descobertas básicas necessitam de ser testadas em animais com a mutação Huntington antes que possamos tirar conclusões em relação à doença de Huntington. 

Clique aqui para ler o artigo completo, já traduzido para o português.







terça-feira, 19 de junho de 2012

Para saber mais: programa norte-americano sobre DH

A doença de Huntington foi tema de um recente programa do jornalista norte-americano Charlie Rose, transmitido nos Estados Unidos pelo canal PBS. O programa tratou também do mal de Parkinson.

Coapresentado por Eric Kandel (médico, ganhador do prêmio Nobel de Medicina em 2000, professor da Universidade de Columbia e pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes), o programa entrevistou cientistas renomados: Stanley Fahn (professor e diretor do Centro de Parkinson e Outros Distúrbios do Movimento da Faculdade de Medicina da Universidade de Columbia), Anne B. Young (professora da faculdade de Medicina da Universidade de Harvard e membro da Hereditary Disease Foundation [Fundação de Doenças Hereditárias]) e Stanley B. Prusiner (neurologista, coordena o Instituto de Doenças Neurodegenerativas da Universidade da California e ganhou o prêmio Nobel de Medicina em 1997).

Para falar de suas experiências pessoais, participaram Allen Goorin (médico e professor aposentado da Universidade de Harvard, portador de DH desde os 59 anos) e Sam Posey (ex-piloto de corridas, comentarista de TV e portador do mal de Parkinson).

Eric Kandel apresentou brevemente o histórico da descoberta e os sintomas principais das doenças e, em seguida, os participantes dividiram suas experiências profissionais e pessoais.

Allen Goorin contou que, inicialmente, o médico não acreditou que ele tivesse DH, em razão da idade avançada em que os primeiros tremores começaram a aparecer – 59 anos. Ele decidiu, então, fazer um teste por conta própria, pois já havia histórico de Huntington em sua família. No entanto, ele não pôde realizar o exame, já que o médico não havia aprovado o pedido (mesmo sendo ele mesmo um médico).
Goorin falou também de como se sente e do que faz para ter uma vida com mais qualidade e controlar  os sintomas da DH.

Se você compreende inglês, vale a pena ver o vídeo. São 54 minutos de conversa. Allen Goorin começa a dar seu depoimento por volta dos 19 minutos. 

Para assistir ao programa (em inglês), clique aqui.

sábado, 2 de junho de 2012

Para saber mais: revista especial sobre doenças do cérebro

A revista Mente e Cérebro lançou uma coleção especial sobre doenças do cérebro. O objetivo é apresentar sintomas, dados sobre as doenças, perspectivas de tratamento e pesquisas em andamento. A edição número 4 trata especificamente de Alzheimer e Parkinson, e traz também um pequeno texto sobre a doença de Huntington.

As demais edições já lançadas tratam de depressão, esquizofrenia e transtorno bipolar, estresse e ansiedade.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

DH e câncer

Segundo o site HDBuzz (que divulga notícias científicas sobre a DH em linguagem acessível), doentes com Huntington têm 40% menos probabilidade de desenvolver câncer.

A questão foi levantada em estudo realizado em 1999 e depois replicado (ou seja, testado e validado por outro grupo de pesquisadores) na Suécia. O resultado do novo estudo foi publicado em uma revista científica.

Segundo o HDBuzz,
Este estudo aproveitou três vastos registos de doentes na Suécia - o 'Swedish Hospital Discharge Register', o 'Outpatient Registry' e o 'Swedish Cancer Registry'.

Estas extensas bases de dados reúnem informações de quase todos os doentes dos hospitais suecos, o que permite uma recolha de informações muito mais completa do que uma recolha de dados individuais. De facto, os investigadores conseguiram recolher informações indo tão longe como 1969 - quase 4 décadas de dados sobre os doentes dos hospitais suecos.
Os pesquisadores analisaram não apenas pacientes com DH, mas também com duas outras doenças de repetição da sequência genética C-A-G: atrofia muscular espinobulbar (SBMA) e ataxia espinocerebelosa (SCA), que também causam problemas neurológicos.

O artigo conclui que:
Este tipo de investigação ajuda-nos a compreender a biologia básica tanto das doenças de expansão CAG, como do cancro*. Parece agora claro que as pessoas que são portadoras de uma destas mutações - em qualquer gene - têm uma diferença na forma como as suas células ou tecidos funcionam que as torna menos susceptíveis de contrair um amplo número de diferentes tipos de cancro. Isto significa que existe algum ponto em comum verdadeiramente importante na forma como estas mutações alteram a função do seu gene hospedeiro, e pressupõe que se continuem os estudos de todas as doenças de expansão CAG, não só a DH.
* cancro é a palavra portuguesa para câncer. Os artigos do HDBuzz são traduzidos do inglês para o português por Filipa Julio, da Associação Portuguesa de Doentes de Huntington (APDH), por isso alguns termos podem soar diferentes aos brasileiros.

Clique aqui para ler o artigo completo no HDBuzz (em português), com mais informações sobre o estudo.